segunda-feira, 10 de junho de 2013

Homens, Pedreiros, Homens!

Postado por Debbie Oliveira às 10:10 1 comentários
Antes de iniciar gostaria de deixar clara minha posição e afirmar que não se trata de preconceito! Nada contra os profissionais que gastam o suor de seus corpos na construção civil, pois este é um trabalho digno quanto qualquer outro e talvez até mais, devido ao esforço a ele dispendido.



O problema não é a profissão "Pedreiro", mas o "pedreiro" que vive no interior de cada homem. 

Que mulher nunca foi envergonhada ao passar em frente a uma obra? Gritos como "Gostooosa!", "ô lá em casa", "Delícia", não são lá o que a gente chama de "elogio", não é? Quantas vezes não desviamos por um caminho totalmente diferente só para fugir desse constrangimento? Inúmeras.

Mas sabem o pior? Não adianta fugir. Esse tipo de atitude não está presente só em obras, até porque, não é necessário trabalhar em obras para ser pedreiro. Existem médicos, advogados, enfermeiros, atendentes, administradores, professores, empresários e entre outros: todos PEDREIROS. Não consigo entender o prazer que eles sentem ao nos constranger, alguém entende?

Antes eu achava que era o poder do "grupinho", por exemplo: uma turma de amigos sentados conversando quando BIMBA! Uma mulher vem ao longe! Eles devem sentir o cheiro do feromônio, porque não é possível! Conclusão: Eles mexem, remexem, desmexem.... fazem a mulher se sentir péssima, constrangida e desejar se enfiar em um poço sem fundo.

Mas então minha tese sobre os "grupinhos" cai por terra! Eles são cara de pau até sozinhos, minha gente! Podem estar com aliança, com a mulher do lado, não importa! Eles olham mesmo e até mexem! 

HOMENS, me digam, o que acontece? É um instinto animal que os obriga a ser desagradáveis e ridículos? Vocês acreditam mesmo que vão conseguir algo agindo assim? MESMO?

POIS NÃO VÃO. A última coisa que nós, mulheres, queremos, é ouvir comentários nojentos sobre a nossa aparência vindo de homens que não são menos nojentos que as coisas que falam. Isso é insultante, estarrecedor e frustrante.

Devia existir uma lei que penalizasse esse tipo de atitude... Aliás, EXISTE, e chama-se INJÚRIA!

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:
Pena - reclusão de um a três anos e multa. 

Então, HOMENS, além de agirem com infantilidade, estão cometendo um CRIME passível de PENA!

Querem agradar uma mulher: lhe conheça, elogie sua personalidade, lhe dê presentes, que seja! Não nos insulte, não insulte nossa inteligência. Não somos um pedaço de carne para sermos "GOSTOSAS" e mesmo se fossemos, com certeza não seria para o seu bico. 


Tenho pena dos homens que se acham o máximo por agirem assim. 

Quando isso acontece comigo, eu costumo ignorar. Mas as vezes o comentário é tão nojento, que desço do salto sim! Xingo, faço careta e lanço mil pragas, desejando que o pênis da pessoa apodreça e caia. Afinal, essa necessidade de constranger a mulher, diminuindo-a, deve acontecer devido alguma deficiência do referido homem: seja física (vai que tem o pinto pequeno), ou mental (talvez seja apenas falta de cérebro).

Portanto, homens: SÓ PAREM.

Somos mulheres, mães, filhas, sobrinhas, amigas, e além de tudo, pessoas que merecem respeito! Antes de falar qualquer merda para uma mulher que esteja passando perto de vocês, imaginem que ela é sua mãe e CALEM-SE.






terça-feira, 14 de maio de 2013

Como se apresentar numa Entrevista de Emprego

Postado por Debbie Oliveira às 12:04 0 comentários


A conquista de um emprego é um passo primordial para o sucesso e a ascensão profissional. Sendo assim, milhares de pessoas têm seus currículos circulando pelo mercado de trabalho, aguardando ansiosamente pelo sublime momento em que serão chamados para a tão esperada Entrevista de Emprego.Este momento tão aguardado pode, no entanto, se transformar em um pesadelo devido à ansiedade e falta de preparo dos candidatos para esta fase tão importante do processo seletivo. Desta forma, seguem algumas dicas para manter o controle e se dar bem com o recrutador: 

1.    Esteja preparado.A entrevista de emprego não é o fim do mundo, portanto, acalme-se. Prepare o necessário nos dias que antecederem o grande dia: Currículo atualizado, carta de referência, certificados de eventuais cursos e palestras, ou seja, tudo que comprove aqueles dados que você inseriu no currículo e pelos quais você foi recrutado.Além disso, tenha uma boa noite de sono. Durma cedo e descanse bem, não apareça com olheiras na entrevista, pois isso demonstra cansaço e desanimo.Pontualidade também é essencial. Planeje o trajeto com antecedência e preveja todos os pontos que podem te atrasar, evitando-os.  
2.    A imagem de um profissional é o seu cartão de visitas.
Vista-se bem.Entenda que a frase dita acima não tem referência alguma com a marca da roupa que estará usando ou o valor da mesma. Calça social e camisa são uma ótima pedida, seja para homens ou para mulheres. Evite peças justas e/ou transparentes. Opte por um visual leve, evite penduricalhos e maquiagem pesada. Resumindo, você precisa surpreender através de seu currículo, não de seu decote. 
3.    Não minta jamais.
Conhece aquele ditado que prega que “Uma mentira bem contada vale mais que uma verdade mal vivida”? É mentira.Nunca, jamais, de jeito/maneira/forma alguma, minta numa entrevista. Entenda que há uma diferença grandiosa entre querer ser e realmente ser, portanto, apenas seja.Não há problema algum em dizer que não conhece tal sistema, ou que não trabalhou em determinada área. Se uma empresa procura candidatos com experiência em determinado campo, é porque isso será cobrado, e sua pequena mentira será descoberta em questão de minutos.Se você quer muito o emprego e acha que pode assumir o risco, deixe claro ao recrutador sua ignorância no assunto e ainda mais clara sua disponibilidade e vontade para aprender. As empresas investem em pessoas determinadas e proativas, mas dispensam as mentirosas. 
4.    Cuidado com o que fala.
Não são raras as vezes em que os candidatos, visando demonstrar maior confiança, acabam falando o que não devem. Um dos erros mais comuns nesses casos é falar mal dos empregos e/ou chefes anteriores, uma atitude que demonstra imaturidade, rancor e ingratidão.Entenda: Toda experiência detém um aprendizado, e é neste aprendizado que o recrutador está interessado, portanto, evite comentários desabonadores e concentre-se em transparecer profissionalismo.Outro erro clássico é cometido quando o candidato confunde o recrutador com um psicólogo e passa a contar todas as suas frustrações e dificuldades pessoais. Essa atitude demonstra a incapacidade do candidato em separar o pessoal do profissional, e diminui drasticamente as chances de contratação.Além dos cuidados a serem tomados em relação ao que falar numa entrevista, é essencial uma especial atenção na forma como se expressar: gírias e abreviações são vistas com maus olhos por 99% dos recrutadores. 
5.    Confiança.
Lembre-se: a entrevista é o momento oportuno para você mostrar para a Empresa os motivos que te tornam o candidato mais indicado para contratação e o que você pode agregar a ela. Aproveite-o.Seja objetivo e confiante, afinal, não há ninguém melhor indicado para te promover do que você mesmo. Para tanto, conheça a si próprio. Trace metas, liste suas conquistas e conheça os pontos que precisam ser melhorados.


Siga essas cinco regras e valorize-se, desta forma você estará escolhendo a empresa em que quer trabalhar, e não o contrário. Lembre-se: o importante é ser feliz.Já dizia Confúcio: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Regras básicas de como ser aceito na sociedade como uma pessoa normal.

Postado por Debbie Oliveira às 06:37 0 comentários



Para ser aceito na sociedade moderna como uma pessoa "normal", devemos atender alguns pré-requisitos mínimos...



1. Ser bonito acima de tudo, ou fingir acreditar nisso.
2. Não cometer erros, ou pelo menos não deixar que a culpa recaia sobre você.
3. Corresponder o "eu te amo" de todos que lhe pronunciam estas palavras, mesmo sem sentí-las.
4. Acreditar que todas as pessoas bem vestidas são boas pessoas, e que todas as maltrapilhas são bandidos.
5. Trabalhar a vida inteira, das 8 às 18, em algo que não lhe dá o menor prazer, desde que em 30 anos você possa se aposentar.
6. Dizer não à tudo que parece inovador.
7. Acreditar que os seus pais estão certos o tempo todo.
8. Não conversar com estranhos.
9. Acreditar que amigos distantes não podem ser amigos de verdade.
10. Criticar tudo e todos que tentam ser diferentes.
11. Acreditar em tudo que está impresso.
12. Acreditar que a primeira impressão é a que fica.
13. Manter um sorriso nos lábios mesmo quando está morrendo de vontade de chorar.
14. Acreditar que todos são obrigados a corresponder seus sentimentos.
15. Se apaixonar perdidamente e desistir porque os "outros" não iriam gostar dessa paixão.
16. Ser egoísta ao ponto de acreditar que sua morte ajudaria a vida de outra pessoa. (não falando do caso de doação de órgãos).
17. Pensar mil vezes antes de agir.
18. Estourar e ferir a todos na hora da raiva.
19. Pensar que todos lhe devem lealdade e carinho eterno.
20. Acreditar que verdadeiros amigos nunca vão lhe decepcionar.
21. Acreditar que ir à igreja todos os domingos fará sua consciencia lhe deixar em paz.
22. Aceitar todas as coisas ruins que lhe acontecem, sem tentar melhorar... apenas atribuindo-as ao "Destino"
23. Acreditar que todo ateu é filho do demônio.
24. Acreditar que só vai alcançar a felicidade quando passar no vestibular.
25. Sair de casa apenas quando se casar.
26. Usar todas aquelas coisas ridículas só porque estão na moda.
27. Fingir que é feliz, mas não ao ponto de parecer bobo.
28. Acreditar que o que importa é a quantidade de amigos, não a qualidade.
29. Ensinar tudo isso aos seus filhos.
30. Acreditar que é livre. E estar para sempre preso ao medo de perder essa liberdade.

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Então... Você é uma pessoa "normal" para a sociedade?




quarta-feira, 1 de maio de 2013

Oito Meses

Postado por Debbie Oliveira às 12:30 0 comentários

Ela abriu os olhos lentamente, esperando encontrar os luminosos raios de sol invadindo seu quarto através das frestas da cortina. Porém, encontrou apenas a escuridão.

Esticou o braço para alcançar seu celular. Eram 3:20 da manhã.

Automaticamente seus dedos lhe guiaram para a "Caixa de Entrada". Parecia incrível que aquela mensagem ainda estivesse lá. Oito meses já haviam passado desde a última vez que falara com ele. Oito meses também desde aquele terrível dia que mudou toda a sua vida.

"Eu te amo e esperarei o tempo que você precisar"

Ela se lembrava tão bem daquela última conversa. Dissera a ele que não acreditava em suas palavras e declarações, que o melhor que ele devia fazer era deixá-la em paz. Ela havia sido cruel.

E o culpado por sua decisão era aquele senhor de aparência séria e simpática, embaixo de seus cabelos ralos e grisalhos. "Dois meses" ele havia dito.

Passaram-se oito meses.

Oito meses desde o dia em que ela decidiu não acreditar no amor.

E foi essa decisão a responsável por seu constante ar de tristeza nos últimos 240 dias. Oito meses.

A palavra "Responder" brilhava na tela do celular com mais intensidade que as demais. "Talvez eu ainda tenha uma chance." Pensou consigo mesma, corando um pouco.

Não hesitou.

"Eu nunca duvidei de seus sentimentos. Eu sempre te amei, por mais que nunca demonstrasse isso, por mais que eu tenha negado. Eu não acreditava em mim mesma, mas agora eu acredito. Te amo muito."

Uma onda de tranquilidade invadiu seu corpo quando o celular anunciou "mensagem enviada".

"Não acredito que demorei oito meses para fazer isso." Ela pensou, rindo consigo mesma.

Fechou os olhos, o sono finalmente voltara.

Sentia-se tão tranquila agora. "Talvez finalmente as coisas comecem a dar certo...", ela se sentia tão feliz que seria capaz de pular, gritar, até mesmo cantar. Mas não agora.

Fechou os olhos, ainda sorrindo.

-

Alguns quilômetros dali, ele acorda com o bip do celular.

Lê a mensagem, e depois a xinga baixinho. "Que tipo de otário ela pensa que sou? Agora sou eu que não acredito".

Ele apaga a mensagem, e volta a dormir.

-

Na manhã seguinte, ele acordará e entenderá todas as razões dela.

Ela não acordará mais. Câncer terminal no cérebro. Os médicos dirão que ela foi um milagre, que seu corpo não dava sinal de resistência maior que dois meses, porém ela viveu aqueles seus últimos oito meses com toda a força e emoção que falta em tantas pessoas que vivem 80 anos.

Seus pais se comoverão ao ler a última mensagem enviada de seu celular.

E em seu epitáfio estará: Ela amou, ela viveu.


terça-feira, 30 de abril de 2013

Confusas Soluções

Postado por Debbie Oliveira às 13:58 0 comentários

- Voar...

Foi o que Agnaldo balbuciou enquanto dormia. Marina com seu jeito desconfiado e sono leve, se revirou na cama, incomodada.

- Voar...

Balbuciou novamente Agnaldo.

- Voar o quê, criatura?! – explodiu Marina, irritada.

Agnaldo acordou exasperado, sem compreender o que estava acontecendo, quando se deparou com a expressão ranheta de sua esposa.

- O que houve, mulher?!

- Você fica resmungando coisas sem sentido enquanto dorme, esteve falando em voar, que história é essa?

Agnaldo olhou a outra com certo tédio. Mais uma briga sem sentido no meio da madrugada não ajudaria em nada no rendimento necessário para o novo emprego na manhã seguinte.

- Eu não sei, as pessoas sonham e algumas falam enquanto sonham. Eu devia estar sonhando. – Concluiu, dando as costas para Marina.

- Quer dizer que você anda sonhando em voar? Você nunca voou! Como pode sonhar com uma coisa que nunca fez?

- Amor, pelo amor de Deus! Pare de ser louca!

- Olha! Bem o que a Benedita andou me falando! Eu não acredito que você está me traindo! – gritou Marina, levantando da cama em um pulo.

- O quê?! – Agnaldo sentou na cama, perplexo.

- Benedita me falou que não tem erro! Quando um homem tenta se explicar usando “amor”, “Deus” e “louca” na mesma frase, significa que ele está dormindo com outra!

- Marina, dê voz à razão. Eu não estou te traindo. Isso não faz o menor sentido! – Suplicou o homem.

Marina sentou na cama, reconsiderando. Se parasse pra pensar, realmente isso não fazia muito sentido.

- Mas então explique o “voar”. - contrapôs, afinal, não podia dar o braço a torcer tão facilmente.

Agnaldo então se enfureceu. Levantou da cama chutando tudo o que encontrava pelo caminho. Saiu do quarto, bateu o pé até a cozinha, onde se apoiou na pia e respirou fundo.

Marina foi, sorrateiramente, atrás do marido. O que podia fazer, afinal? Foi a primeira vez que ele teve uma reação tão agressiva às suas constantes investidas desconfiadas. Esgueirou-se por trás da geladeira e espiou o homem que segurava a pia com tanta força.

- Volte pra cama. – Pediu ela, se aproximando lentamente.

- Pra quê? Para ouvir as teorias absurdas das fofoqueiras com quem você passa o tempo?

Marina estendeu o braço para tocar o marido. Ele estava certo, ela sabia disso. O puxou pelas mãos carinhosamente e o guiou até o quarto. Lá, lhe deu um beijo apaixonado e com lágrimas nos olhos, pediu desculpas.

- Eu não devia permitir que minhas loucuras passem por cima do que há de bonito entre nós... – Disse ela, com a voz embargada.

Então Agnaldo desabou. Sentou no chão agarrado às pernas como uma criança em desespero. Chorou incessantemente durante o que pareceram horas, e nada do que Marina dizia acalmava o homem. Então finalmente o choro cessou. Agnaldo agarrou firmemente os braços de Marina e a puxou para um forte abraço.

Seu peito estava arfante, seu rosto quente e molhado devido às lágrimas. Marina se afastou e acariciou seu 
rosto, confusa.

- O que foi isso?

Agnaldo baixou a cabeça, desolado.

- Você está certa. Tive um caso com uma aeromoça, mas foi apenas uma noite! – Emendou ao ver a expressão de espanto no rosto de sua linda esposa.

Marina se afastou lentamente, como se não soubesse o que fazer. Levantou e caminhou até a cama, onde deitou com o rosto no travesseiro.

Agnaldo não teve coragem de interrompê-la. Pegou uma coberta no guarda-roupas e foi dormir na sala.

“Eu sabia.” Pensou Marina, embalando num choro que duraria dias.

“Pelo menos ela parou de me encher o saco.” Pensou Agnaldo, se ajeitando no sofá.

 

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